Promovendo o bem-estar integral: resultados de uma intervenção de florescimento humano em adultos com sintomas depressivos

A depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo e afeta mais de 30 milhões de pessoas, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) 1. No Brasil, os transtornos depressivos representam um peso significativo na vida das pessoas, interferindo em sua qualidade de vida, relações e produtividade. Embora existam diversos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos disponíveis, muitos pacientes relatam apenas melhora parcial ou de curta duração. Esse cenário tem impulsionado a busca por intervenções inovadoras, acessíveis e de baixo custo, capazes de atuar para além da redução de sintomas e promover o bem-estar integral.
O apoio espiritual como componente da abordagem integral aos cuidados de saúde

A Organização Mundial da Saúde adota esta definição de saúde desde a sua fundação: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. No entanto, o bem-estar espiritual é também um forte candidato à inclusão como uma dimensão geral da saúde, aprimorando este modelo biopsicossocial. A humanização do atendimento clínico e as abordagens centradas no paciente nas últimas décadas tornaram essa expansão quase obrigatória. Consequentemente, o cuidado espiritual não é opcional, tornando-se uma obrigação e um pré-requisito ético para a boa prática da saúde.
Fé e Resiliência em Tempos Turbulentos: O Papel das Experiências Religiosas no Bem-Estar e no Enfrentamento de Crises

Observa-se que a história da humanidade é pontuada por desafios que testam nossa capacidade de adaptação e resiliência. Sejam pandemias devastadoras ou cenários geopolíticos incertos que nos remetem à beira de um conflito, como o que se desenha em nosso horizonte atual, a busca por sentido e suporte se intensifica. Em meio a essas turbulências, a religiosidade e a espiritualidade (R/E) emergem como forças poderosas no enfrentamento individual e coletivo, oferecendo não apenas conforto, mas também estratégias ativas para lidar com o desconhecido.
Alegadas memórias de vida passada: para além de uma evidência anedótica

O fenômeno das alegadas memórias de vida passada (MVP) tem sido investigado no ambiente acadêmico há mais de 60 anos. Desde que o psiquiatra canadense Ian Stevenson se interessou por esse tipo de investigação, casos em todo o mundo foram pesquisados, superando a casa dos 2.500 (MORAES; BARBOSA; CASTRO; TUCKER et al., 2022). A maior parte dos estudos foram feitos investigando crianças que, a partir dos 2 ou 3 anos de idade, ou assim que começam a falar, espontaneamente afirmam terem feito coisas, conhecerem pessoas e terem vivido em lugares que não são compatíveis com sua história de vida. Adicionalmente, 75% delas relatam o modo como supostamente teriam morrido, e 70% dessas mortes são descritas como violentas (TUCKER, 2008).
Competências para o Manejo Clínico de Espiritualidade na Psicoterapia

Observa-se um aumento de publicações científicas sobre o tema da religiosidade e espiritualidade (R/E), que apontam tanto seu potencial benéfico quanto prejudicial na área da saúde mental (GARSSEN, VISSER & POOL, 2020). Tais estudos evidenciam a necessidade de profissionais da saúde estarem cientes das implicações deste tema no contexto clínico.
Experiências de mediunidade em crianças: o que estamos aprendendo?

Nos últimos anos, a espiritualidade tem ganhado espaço como um tema relevante nas publicações em ciências da saúde. Diversos estudos mostram que crenças e práticas espirituais estão associadas a melhores índices de saúde física e mental. No entanto, medir espiritualidade de forma precisa e científica continua sendo um grande desafio, especialmente quando se considera as diferenças conceituais em torno do tema, além da diversidade cultural de indivíduos e comunidades.
Experiências religiosas, mediúnicas, anômalas e não-ordinárias trazidas pelos pacientes para a psicoterapia

Nos últimos anos, a espiritualidade tem ganhado espaço como um tema relevante nas publicações em ciências da saúde. Diversos estudos mostram que crenças e práticas espirituais estão associadas a melhores índices de saúde física e mental. No entanto, medir espiritualidade de forma precisa e científica continua sendo um grande desafio, especialmente quando se considera as diferenças conceituais em torno do tema, além da diversidade cultural de indivíduos e comunidades.
A importância de mensurar espiritualidade: como a Escala ARES preenche lacunas em pesquisas na interface saúde/espiritualidade

Nos últimos anos, a espiritualidade tem ganhado espaço como um tema relevante nas publicações em ciências da saúde. Diversos estudos mostram que crenças e práticas espirituais estão associadas a melhores índices de saúde física e mental. No entanto, medir espiritualidade de forma precisa e científica continua sendo um grande desafio, especialmente quando se considera as diferenças conceituais em torno do tema, além da diversidade cultural de indivíduos e comunidades.
Comprovação das Evidências Científicas da Homeopatia: Prática Médica Vitalista, Integrativa e Humanista

Atualmente a espiritualidade/religiosidade (E/R) já é uma realidade consolidada em diferentes cenários clínicos (1). Embora alguns contextos relacionados a assistência em saúde, a espiritualidade já possua um protagonismo maior, como em unidades que oferecem serviço de cuidados paliativos ou em instituições de longa permanência (2), em outros ambientes, a sua inserção ainda é recente, como nas unidades de terapia intensiva (UTI).
O Problema Mente-Cérebro e suas Implicações para a Psiquiatria

A relação entre mente e cérebro, conhecida como o problema mente-cérebro (PMC), é um dos temas mais persistentes e desafiadores da história do pensamento humano. Essa questão não apenas atravessa diversas áreas do conhecimento, como filosofia, neurociência e psicologia, mas tem especial relevância para a psiquiatria. Como apontado por Kenneth Kendler, importante psiquiatra americano reconhecido por suas contribuições em psiquiatria e genética, nenhuma outra profissão lida tão diretamente com a interface entre mente e cérebro quanto a psiquiatria
